História
A memória não é uma linha contínua, lisa e sem frémito, mas um sobressalto do coração.
O convite, nas Casas da Memória, é que venha exaltar o coração e criar as suas próprias memórias. Porque há lugares matriz que cunham sentimentos e tatuam na pele padrões de felicidade, estampagens afetivas e motivos para voltar uma e outra vez. Neste lugar pode experimentar cinco casas diferentes, proporcionais ao número de pessoas especiais com quem pretenda partilhar este universo tecido a fios de sentimento. A dois, em família. Com amigos ou até sozinho. Uma tela delicada que se ajeita ao corpo de cada um, num design de alta-costura emocional, com aromas medievos a anunciar eternidades.
As casas estão inseridas numa propriedade de cerca de cinco hectares com uma vista inspiradora para a serra de Santa Helena e que disponibiliza piscina exterior, campo de ténis e picadeiro olímpico, além de românticas zonas de piquenique onde a omnipresença da água ajuda a compor um cenário bucólico e inspirador.
Partilha, emoções, história e conforto são palavras-chave para compreender a alma deste lugar.
A MEMÓRIA DAS CASAS
Lugar matriz onde se sobressalta o coração e se mantém viva a tradição
Um grande amor deu origem a este projeto ímpar de hospitalidade, que agrega cinco casas vizinhas numa mesma rua, estreita e ondulante, um caminho orgânico por onde corre a mesma saudade e um misto de histórias distintas.
Salvaguardar a memória, o legado histórico e cultural e manter vivo o amor original é o nobre propósito deste projeto. Mais nobre do que o próprio brasão que encima a secular entrada da Casa do Cimo da Vila, onde se unem os apelidos Pinto, Maya, Fonseca e Vasconcelos, com varonia dos Vasconcelos.
A casa dos Capitães-Mor, na família Osório de Vasconcelos desde o século XVII, é o coração pulsante das Casas da Memória, raiz e razão de ser de tudo o que se lhe somou. Um património afetivo, berço familiar do casal Jorge e Assunção cujo grande amor já somou filhos e netos, que aqui regressam amiúde para celebrar a partilha e alimentar a memória, ocupando uma ancestral casa senhorial para uso exclusivo da família, mas que pode ser visitada, com uma impressionante biblioteca, uma capela e oratório e até passagens subterrâneas.

Uma história de família
Tendo no centro a casa dos Capitães-Mor e rodeado por um conjunto de pequenas casas senhoriais, o conjunto que forma as Casas da Memória está na família Osório de Vasconcelos desde o século XVII. Em 1995, a Casa dos Capitães-Mor acabou por ser deixada em legado à Santa Casa de Misericórdia de Lamego. Mas quis a história que este património regressasse à família e em 1997, Assunção Osório de Vasconcelos e seu marido, Jorge Jardim Gonçalves, readquirem a Casa e iniciam um projeto de reabilitação que culmina com as Casas da Memória tal como se apresentam hoje. Assunção e Jorge passaram aqui muitos bons momentos com os seus filhos e netos. As recordações estão presentes um pouco por toda a parte, nos jardins, nas vinhas, na biblioteca, nas fotografias que registam momentos de uma vida cheia, em que a dedicação à família, o espírito empreendedor e o serviço à comunidade e ao País são traços distintivos. E porque as memórias devem ser preservadas, Assunção e Jorge trouxeram, devidamente catalogado, todo o seu espólio de arquivo pessoal – que inclui registos da sua rica vida estudantil, de associativismo e voluntariado, vidas profissionais, no ensino e na banca, pessoal e familiar – para Mondim da Beira. Também a biblioteca pessoal de Jorge viajou da sua casa pessoal em Sintra para o lugar onde se concentram as memórias de um passado, com olhos no futuro. Bem-vindos às Casas da Memória!
Um património secular
Esta é a casa senhorial principal, reservado para uso exclusivo da família e seus convidados. Casa dos Capitães-Mor de Mondim da Beira durante várias gerações, foi dela o último Capitão Mor D. José Pinto de Mesquita Pimentel, nascido em 1766 e falecido em 1842. Em 1834, com a restauração da Guarda Nacional, desapareceria a figura dos capitães-mores. Será, provavelmente, a única casa brasonada de Mondim que ainda subsiste na família das armas que compõem o seu brasão (Pinto, Maya, Fonseca e Vasconcelos, com varonia dos Vasconcelos). Com uma biblioteca, capela e oratório interiores, nesta casa reúnem-se as Memórias da vida de Assunção e Jorge, perpetuando o seu legado. Apesar de reservada ao uso da família, a Casa pode ser visitada, a pedido. Contacte-nos para saber as condições desta vista guiada.
O Legado
A reabilitação das Casas da Memória significou também uma oportunidade para valorizar a região. O Arquivo Municipal Jardim Gonçalves, na pequena vila de Mondim da Beira, situado num antigo celeiro da Ordem de Cister, alberga agora património documental imprescindível para conhecer a história local e regional. Na casa dos Capitães-Mor, a biblioteca pessoal de Assunção e Jorge Jardim Gonçalves reúne centenas de volumes que ajudam a traçar e compreender a história de um período importante da história de Portugal. Nas Casas da Memória, queremos honrar o passado e deixar o nosso legado para as próximas gerações.